Amarrações de Cargas
- Exced Flex

- 26 de fev.
- 5 min de leitura
Antes de falar sobre cintas e correntes...
1. Entenda os 3 princípios básicos do transporte;
2. Entenda sobre as particularidades da carga (importantíssimo);
3. Defina o(s) tipo(s) de amarração mais adequados;
4. Avalie as FORÇAS que as amarrações terão que segurar;
5. Entenda o plano de amarração;
6. Entenda as particularidades da carreta;
7. O que não fazer (erro mais comum);
1 – Princípios básicos do transporte (Acomodação, Calçamento, Amarração)
1.1 - Acomodação
O posicionamento está adequado? Peso nos eixos traseiros vs. capacidade de tração do cavalo mecânico, e checar excessos laterais;
O apoio está estável? Qualidade da estrutura de apoio sobre o assoalho (berços ou vigas de apoio, dormentes, pranchões);
A condição de atrito está adequada? Borracha ou madeira entre os apoios da carga e o assoalho;
Para cargas rodantes (com rodas ou esteiras): certifique-se de que a largura das rodas ou das esteiras da carga estejam com pelo menos 65% de apoio sobre o assoalho da carreta, caso contrário, confeccione berços (dormentes de madeira empilhados e fixados) para o transporte;
1.2 – Calçamento
Complementar o travamento com batentes metálicos, cunhas de madeira pregadas no assoalho ou reforçar com amarrações redundantes na região inferior da carga.
A ordem é: Analisar a carga e o equipamento; posicionar e acomodar a carga; calçar e por último amarrar;
1.3 – Amarrações
Está travando a carga nas 4 direções? Bloquear deslocamento frontal (frenagens – mais crítico); lateral (curvas e inclinação lateral da pista); e traseiro (arranque e/ou trocas de marcha, principalmente durante subidas);
Está contendo o tombamento? Se trata do tombamento isolado da carga em cima do semirreboque; não é sobre tombamento do conjunto transportador, este é outro assunto;
O atrito exercido está adequado? O atrito entre a carga e o assoalho é o principal responsável pela contenção da carga, pode ajudar mais do que as próprias amarrações.
Prefira: pneus velhos ou mantas de borracha (espessura 1cm; dormentes de madeira 20cm x 20cm ou pranchões de madeira espessura 5cm ou acima);
Evite a todo custo apoiar cargas sobre contato metal com metal;

2 – Entender sobre a carga (isso manda em tudo)
Peso total da carga;
Posição da carga para transporte:
Como são os apoios da carga?
Haverá excessos laterais, traseiro ou frontal?
Vai ter que inverter a carga? Para casos com C.G deslocado, sempre deixar o maior excesso lateral para o lado direito do motorista;
Posição do C.G (Centro de Gravidade) da carga: verificar a posição do C.G nos sentidos longitudinal, transversal e vertical:
Longitudinal: se o C.G está mais para frente ou mais para trás, para melhor distribuição de peso;
Transversal; se o C.G é deslocado para um dos lados (lateralmente) com relação ao centro da peça;
Aqui o C.G da carga deve estar centralizado com o centro da carreta.
Dica: Em campo, medir altura do assoalho até o solo, nos dois lados e verificar se está com a mesma altura nos dois lados, após efetuar o carregamento, içar novamente e ajustar posição da carga se for o caso.
Vertical: altura do C.G da carga;
Pontos de amarração existentes.
Prefira utilizar os pontos de amarração ou de içamento, já existentes na carga, quando houver;
Partes sensíveis. Atenção quanto à quinas cortantes, flanges, chapas finas, furos usinados que não podem receber amarrações, pintura, tubulações, componentes frágeis, etc. Observe partes sensíveis da carga, que não podem sofrer danos ao aplicar as amarrações, e também para evitar danos nos próprios materiais de amarração;

3 – Definir o tipo de amarração mais adequado (por atrito ou por contenção?)
3.1 – Amarração por atrito
Criar mais atrito ao pressionar a carga no assoalho. O próprio atrito será responsável por impedir o deslizamento da carga;
Mais adequado para cintas, passando-as por cima da carga, e pressionando contra o assoalho do semirreboque.
Proteja as cintas nos contatos com quinas as metálicas (utilizar quebra-quinas de borracha, tais como câmaras de ar e/ou pneus velhos);
Método muito utilizado em cargas mais leves e/ou mais frágeis;
DEPENDE MUITO DA FORÇA DE APERTO e do ângulo das amarras, quanto mais vertical for o ângulo, melhor;
Sempre que possível, fixar por dentro das tampas laterais (para carretas mais convencionais)
Priorizar pontos de maior rigidez da carga sempre que possível. Quanto mais alinhado o ponto de aplicação estiver com relação à base de apoio, ainda melhor será;
3.2 – Amarração por contenção (bastante comum para cargas mais pesadas)
Amarrações diretas e devidamente direcionadas para conter o deslocamento da carga nas 4 principais direções (frontal, esquerda, direita e traseira);
Aplicável com: correntes, cabos de aço e também com cintas, para as cargas mais leves;
Prefira: amarrar em diagonais (amarrações em X, ou, amarrações cruzadas), sempre puxando a carga contra a tendência de movimento;
Evite: amarrações deslizantes (corrente passando livremente pelo olhal da carga e terminando em outra fixação da carreta);
Para cargas indivisíveis mais pesadas, e principalmente com poucos pontos de amarração, use a criatividade e prefira amarrar de maneira mista: criar mais atrito (com borracha ou madeira por baixo da carga), amarrações cruzadas sempre que possível, e completar com travas metálicas ou de madeira;
Proteja as suas amarrações! Sempre observe os pontos de contato das amarrações (correntes, cabos ou cintas) com chapas ou quinas cortantes da carga. Prefira sempre proteger com borracha onde houver dobras críticas;

4 – As forças do transporte – Quanto de força a amarração deve conter?
São as forças que a metodologia de travamento deve conter, para evitar deslocamentos da carga nas direções Frontal, lateral (direita & esquerda) e traseira), conforme ilustrado mais adiante.
Frontal - Deve conter ao menos 80% do peso carga ao desacelerar;
Lateral - Deve conter ao menos 50% do peso da carga durante curvaturas;
Traseira - Deve conter ao menos 50% do peso da carga durante acelerações;
Não é só amarrar! Os ângulos das amarrações são importantíssimos, conforme necessidade de travamento em cada direção;

5 – O Plano de Amarração
Como interpretar as vistas dos Desenhos de Transporte?
É crucial analisar todas as vistas do desenho. Observe as figuras A e B, note que se não houvesse a Vista Superior, não teria como saber se as amarras seriam em X (figura A), ou se seriam diretas, (figura B). Ou seja, analisar somente uma vista (Lateral) não bastaria.
Atenção com as quantidades de amarrações indicadas no desenho! Analise todas as vistas, e analise as tabelas informativas do próprio desenho!

6 – Entenda a carreta:
Apoie a carga em cima de áreas mais resistentes da carreta, preferencialmente sobre as travessas (vigas transversais do chassi);
Cheque a carga de trabalho dos pontos de fixação existentes (5.000daN ou 10.000daN -Equivalente à 5,0ton ou, 10,0ton, respectivamente;
Prefira utilizar as argolas da carreta sempre que possível, em vez de fixar o gancho da corrente diretamente nas chapas do chassi (somente em último caso você fará isso com correntes, útil para fixação de cintas);
Após posicionar a carga, meça a altura do assoalho na região lateral, em ambos os lados para verificar se o C.G da carga está centralizado;
7 – O que NÃO fazer

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