Fim da AET anual de cargas indivisivel no DER-MG?
- Marcelo Clemente
- há 11 minutos
- 2 min de leitura
1️⃣ O que mudou de fato no DER-MG (base legal)
A DER-MG – Portaria MG/DER nº 3902/2021não traz em nenhum dispositivo:
previsão expressa de AET do tipo anual
dimensionais padronizados que autorizem emissão anual para carga indivisível
Na prática, o DER-MG passou a adotar a seguinte interpretação administrativa (mais restritiva):
“Se a Portaria não prevê AET anual nem publica dimensionais genéricos, não há base legal para emitir AET anual de carga indivisível.”
Isso está alinhado ao entendimento literal do art. 3º da Portaria, que condiciona o trânsito sempre à AET específica e prévia
📌 Conclusão jurídica:Diferente de DNIT e DER-SP, MG não positivou (publicou) parâmetros que sustentem AET anual de carga indivisível.

2️⃣ Impactos práticos para os transportadores (o problema real)
Aqui está o ponto mais crítico — não é só carga excedente.
🚨 Impactos diretos:
Fim da “AET de socorro”
Não haverá mais AET anual para:
deslocamento de prancha vazia
deslocamento de cavalo + carreta sem carga
transporte de cargas indivisíveis contidas na carroceria, mas fora do padrão legal da Resolução 882/2021 do CONTRAN
Tudo vira AET com rota definida
Até um simples deslocamento de equipamento vazio:
entra em fila de análise
pode levar dias
depende de disponibilidade técnica do DER-MG
Risco operacional
Equipamento parado
Janela logística perdida
Contratos descumpridos
Multas por atraso
Maior exposição à fiscalização
Comparativo desigual entre órgãos
Enquanto:
DNIT libera anual até 30 m / 3,20 m / 4,40 m / 57 t
DER-SP libera anual até 30 m / 3,20 m / 4,70 m / 45 t
DER-MG passa a exigir análise individual até para deslocamentos de pranchas vazias
📌 Isso inviabiliza operações contínuas, especialmente para quem:
opera com pranchas
faz transferência entre obras
precisa reagir rápido a oportunidades logísticas
3️⃣ O que fazer diante desse cenário (estratégia prática)
Não adianta “esperar o sistema melhorar”. O caminho agora é gestão e antecipação.
✅ 1. Planejamento operacional obrigatório
Mapear:
rotas recorrentes em MG
bases, obras e clientes fixos
Trabalhar com AETs de rotas estruturadas, não pontuais
✅ 2. Antecipação de pedidos
Pedido de AET antes do deslocamento
Criar janelas de segurança no cronograma
Parar de operar “em cima da hora” em MG
✅ 3. Segmentar frota e uso
Separar:
equipamentos que operam MG
equipamentos que operam só DNIT / DER-SP, e outros
Evitar deslocar prancha “livre” sem necessidade real
✅ 4. Gestão técnica e documental (aqui entra forte a ExcedFlex)
Controle de:
AETs por rota
status de análise
protocolos de acompanhamento no DER-MG
Histórico técnico facilita reanálises futuras
✅ 5. Atuação institucional (médio prazo)
O setor precisa:
pleitear junto ao DER-MG:
publicação de dimensionais padrão
previsão expressa de AET anual, como SP e DNIT
Sem isso, a restrição tende a se consolidar
🎯 Resumo final (bem direto)
❌ mas não prevê, e isso permite ao DER-MG negar a AET anual indivisível
🚛 Resultado:
fim da AET anual de carga indivisível “operacional”
tudo depende de rota + análise
maior custo, risco e atraso
✅ Caminho:
planejamento
antecipação
gestão técnica rigorosa
pressão institucional



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